Um Fim Nessa Politicagem
Numa sociedade, onde a grande massa desfavorecida economicamente usa de seus livros para fazer fogueira, que dá audiência a um programa chamado “Grande amigo do Brasil”, que julga as novelas da rede globo como ‘boas’ e que se alegra com o “auxílio-tudo” realmente não teremos progresso.
Quando as pessoas se conscientizarem de que política é muito mais que uma urna eletrônica e decidirem abrir seus livros, selecionar seus programas e correr atrás de seus direitos; tenho certeza que o “pão e circo¹” não será mais necessário. A sociedade brasileira é quem está criando a desigualdade, a corrupção e a marginalização, pois no momento em que elegemos um “palhaço” ao cargo de deputado estadual ou então um ex-jogador de futebol, que não pagava a pensão à sua mulher e “confunde-se ao dizer o nome do seu partido²”, ao cargo de deputado federal, estamos criando estes defeitos na sociedade. Se as eleições fossem realizadas como os tribunais de Roma – séculos atrás – com venda nos “olhos”, teríamos uma politicagem mais honesta, mais bem preparada, pois seriam eleitos aqueles que se destacam por seus projetos, por suas idéias e não por seu carisma ou sua popularidade.
O modo como é feito política, como é feito a divulgação, a campanha... Tudo isso está errado. Temos casos de corrupção descarados que simplesmente ignoramos, enquanto aquele pai que roubou um pote de margarina para alimentar seus filhos está na cadeia. Justiça deve ser feita com os mesmos pesos e medidas e para todas as classes, sem que haja descriminação ou favorecimento, pois lei é lei!
Claro, não sou hipócrita de dizer que a culpa dessa desigualdade toda está nas mãos dos que compõe as classes B e C da sociedade, pois temos uma elite muito influenciadora que utiliza do seu capital para forjar uma eleição que a favoreça. Sempre foi assim: a elite dominante utilizando do seu poder aquisitivo para favorecer ainda mais sua classe. Prova disso é a maldita distribuição de terras que não acontece nunca. Por quê? Porque o nosso senador, por exemplo, é um dos grandes latifundiários do Brasil. Sim, para quem não sabe, José Sarney é proprietário de grandes lotes de terra na região norte do país. Se fosse aprovada uma lei exigindo a reforma agrária, podes ter certeza que os grandes latifundiários iriam, de alguma forma, dar jeito de abolir essa lei.
O Brasil necessita é de novos movimentos, como os realizados na época da ditadura, com pessoas que tomem frente reivindicando seus direitos e exigindo melhorias. Ah que falta faz um cidadão revolucionário como Robespierre, que, unido com uma massa, derrubou o regime absolutista na frança no século XVIII. Precisa-se fortalecer o MST; o número de descontentes e estudantes com visão política inovadora, honesta, deve crescer ainda mais, pois só assim poderemos mudar algumas coisas, até porque não é questão de querer, mas de necessidade.
Concordo que está difícil eleger alguém que realmente vá mudar alguma coisa, porém, o que deve ser feito é uma reestruturação no sistema, uma limpa dos atuais ladrões, digo, políticos, para que acabe de uma vez os escândalos, as roubalheiras, as falcatruagens. Acredito que o Brasil possa crescer, mas não do jeito que está. Pois quando se fala em crescimento, não se pode pensar apenas no meio econômico, mas no geral, na cultura, na educação, na tecnologia, no avanço em pesquisa, na originalidade e, se analisado dessa forma, o Brasil não pode ser considerado um país emergente, pois deve muito nesses quesitos.
Chega de manipulação! Chega de vendas! Chega de violência! Chega de politicagem corrupta! Chega de mensalão! Chega de elites dominantes! Chega de ordem ao povo e progresso aos elitistas. Chega de pão e circo. Chega de sermos tratados como marionetes de políticos! Precisamos é de igualdade, de justiça, de leis, de desenvolvimento em conjunto, de programas educacionais/culturais, de cultura, de trabalho, de investimento, de incentivo...
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