Porque escrevo?

Às vezes nos sentimos presos dentro de nós mesmos e é por este motivo que busco nas simples linhas do meu caderno expressar o que nem mesmo eu consigo compreender.

Nascido em época errada

Interessado e disposto a preservar a dignidade do amor, tal como ele merece, vejo a escrever este texto, que expressa a visão que tenho do amor nos dias atuais e o modo como eu o idealizo. Tendo tempos de conversas e convívio, chego a uma conclusão: nasci na época errada! Época em que o amor é feito de instrumento para manipular as pessoas dentro da nossa sociedade. Gostaria de ter nascido no período em que o romantismo e os valores eram tratados com seriedade, e, dessa forma, fazendo com que o amor fosse um sentimento real e verdadeiro. Gostaria de ter nascido na época onde os homens, apaixonados por suas amadas, faziam juras de amor, cantigas, declarações, escreviam cartas, mandavam flores, desejavam morrer com a pessoa amada... Porém, isso já não é mais possível. Amar virou sinônimo de mediocridade, de burrice, de desgosto.

Porque os homens trocaram esses valores por grosserias, machismo e brutalidade? Homens porcos, sem respeito por suas amadas e por si mesmo, chegam ao ponto de se expor ao ridículo apenas para não “fraquejar” perante os outros, iguais a ele. Agora não são apenas os homens que mudaram. As mulheres também esqueceram a importância que carregam consigo, nesse jogo de atração. O modo magnífico como seduziam os homens, agora deu lugar a vulgarização, a sedução canalha, onde o uso da beleza para atrair homens é feita de forma horrenda.

Onde estão as virtudes, o romantismo, a espontaneidade e os valores que habitavam nossa sociedade tempos atrás? Acredito que está dentro de cada pessoa, apenas ocultado em uma cega ilusão de críticas irracionais vinda de leigos e/ou machistas. Liberte-se do preconceito e ame com o coração, faça com que o seu amor, a sua vontade, o seu desejo seja realizado. Lute pela pessoa que você ama, mas faça bonito, com nível, com jeito e não de forma bruta, vulgar.

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“A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claramente, não necessariamente certo”